A invenção do trabalhador contratado com direitos legais foi a mais perfeita forma do capital aprisionar sua galinha dos ovos de ouro. Ornamentando suas pomposas paredes, o quadro do empregado que acorda, toma o transporte para o trabalho, cumpre sua jornada, retorna à casa para dormir e na manhã seguinte recomeça o ciclo, emoldurado com o dourado de suadas leis trabalhistas, fala por si só do que representa a outra pessoa, no caso o trabalho, em relação a si próprio, o capital. Duas pessoas. Uma que possui o capital e o coloca para render e a outra que trabalha para isso. Nada de mal nessa relação aparentemente injusta, porque dá a impressão de que uma trabalha para outra que não faz nada. De fato quem possui o capital não fica sentado esperando que o dinheiro lhe entre pelos bolsos, pelo contrário, também trabalha muito para pôr tudo a funcionar, e vai depender exclusivamente dele, que essa máquina continue a funcionar gerando riqueza para si, ao mesmo tempo que retribui o t...