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A pauta económica das social-democracias continua massacrando as classes médias. Justificam o mantra défice/dívida mas esquecem-se que o crescimento económico os reduz. Manter esse rumo vai continuar empurrando o voto para o extremismo.
As desigualdades sociais e a acumulação de riqueza geradas pela globalização, a desresponsabilização dos governos eleitos democraticamente, o descrédito nas instituições, todos esses fatores têm contribuído para o crescente distanciamento e desprezo dos cidadãos que, vendo-se desprotegidos e abandonados, são atraídos cada vez mais para as perigosas soluções populistas. As nações precisam de estadistas que as liderem com valores e pelo exemplo. É preciso uma nova ordem!
O Capitalismo acabou. Houve um tempo em que o dinheiro chamado Capital empreendia pelo lucro, criando trabalho e riqueza. Hoje deixou esse velho nome e o sistema passou a se chamar Rentismo; esse não cria nem trabalho nem riqueza. 
Acho mesmo que tudo se resume ao homem. Esse ser capaz de mudar o planeta mas não a si mesmo. Bicho esquisito, egoísta e orgulhoso, assassino e caridoso, estragando-se dia a dia até que se esgote e apodreça. Pra quê mudar se tudo acaba? Se a vida passa rápido e não sacia tudo? Querer, querer... Meu consolo é acreditar que voltamos sem saber que voltamos. Talvez por isso essa nossa jornada em busca de respostas que não chegam pra tudo... 
Cada vez mais me convenço que Estado deve ser "polícia" dos privados e ter mão forte com eles. "Laissez faire mais ne laissez pas passer" 
No Dia das Mães, a nossa lembrança por quem nos gerou pouquinho a pouquinho, tão juntinho do seu coração que dava até pra ouvir... quando inteirinhos vimos ao mundo, foi pra ela que sorrimos, agradecendo a vida que começava de novo. O alimento morno do seu peito, a voz doce pra dormir, o colo seguro na hora do medo. Vêm os anos e vamos crescendo, fazemos besteira e vêm as broncas, às vezes com merecidas palmadas, as reprimendas constantes e ao mesmo tempo a roupa limpinha, o prato cheiroso, a injeção quando foi preciso e o gelado quando era hora... vamos crescendo e virando gente, não percebemos que a mãe envelheceu, pra nós tá igualzinha, conhecemos tanto nossa mãe... Um dia já não nos conhece, criança volta ela própria a ser, e lá vão nossas broncas e reprimendas, sem colo quentinho sem embalo pra dormir... Mãe, não ligue pra isso, sou eu que ainda sou pequeno enquanto estiver ao teu lado... Te amo mãe
Quanto tempo gasto de nossa vida em que tudo se resume a ter, a ganhar muito dinheiro, comprar tudo o que queremos, termos todas as mulheres e casarmos com uma, viajarmos para os lugares mais famosos, termos o cargo mais importante, o maior número de amigos, a maior casa, o melhor carro, as melhores roupas, comermos os melhores pratos e bebermos as bebidas mais caras. Tudo rápido e intenso; insaciante. Prazer imortal que fenece quando chegam os poucos anos de nossa vida em que apenas somos.
Conforme os anos vão passando, muda a proeminência dos nossos sentidos... Começamos pelo olfato ao nascer, com o paladar na infância, seguimos pela visão na juventude, chegamos à audição na fase adulta e alcançamos o tato ao final na velhice. Nos despedimos pelo toque...
O que antes era certo, hoje tudo é posto em causa. Não nos representam mais e nossa vontade já não conta; o voto é uma arapuca. As ideologias esmoreceram e a defesa da coletividade foi substituída pelo interesse egoísta do indivíduo; tremendo engano é achar que não dependemos do outro... A política tornou-se mera formalidade ineficaz, os interesses do Estado são exclusivos de alguns poucos. A democracia representativa já não existe de fato. Hoje uma ficção talvez acabe por se realizar. Uma democracia direta de bilhões de eleitores. Já há meios para isso. Já existe tecnologia para que bilhões de telefones móveis possam "pronunciar-se" toda vez que fosse posta em causa uma questão coletiva. "L'État c'est moi" (même)!
A arte é o retrato fiel da expressão de uma época. Em todas suas manifestações, alternaram-se de forma cíclica ao longo do tempo entre períodos mais subjetivos e outros mais objectivos. Como no Barroco e no Clássico, no Romântico e no Moderno, vivemos agora sem dúvida a passagem de uma época de objetividade para outra de subjetividade; do materialismo tecnicista para o humanismo ambientalista.
A imagem da "Mão Invisível" é tão natural quanto a natureza humana e a Lei de Mercado sua prática. Só deixarão de existir quando houver fraternidade entre os homens. O Liberalismo seria perfeito se o homem o fosse e enquanto não é, deve haver o Estado a corrigi-lo .
O que nos dá prazer de verdade? Expressarmo-nos! Falar, dançar, desenhar, pintar, cozinhar, cantar, escrever... Criar e criticar, criar de novo e de novo criticar e recriar. A comunicação passa a mensagem da ideia criativa; permite também argumentar, discutir, criticar essa criação nunca perfeita, absoluta, final. Comunicamos através da arte por sinais e ritmos, por símbolos, sons, imagens, cheiros, paladares, texturas... Toda criação, tal com nosso prazer, só o é se partilhada, por isso é preciso comunicar, passar sua mensagem. Escrever é um tremendo jeito de exprimir e comunicar. É uma arte! Descartes disse: "Penso, logo existo". Eu diria: Sinto, logo sou! Estou livre para exprimir-me, e isso dá-me muito prazer!
A cidade, como a loja, é como se diz uma prisão de porta aberta. Está-se lá contra a vontade, em troca de alguma coisa que nos recompensa; a escola, o hospital e o salário que nos paga além das contas, o cinema com pipoca aos fins de semana.
De pé ó vítimas do engodo! A exclusão e histórica desproteção social do indivíduo criam nele uma natural prevenção e revolta a tudo o que parte dos governantes. A esperada aceitação de suas medidas, no pressuposto de que seriam tomadas com capacidade e justiça, transforma-se imediatamente em contestação arraigada. O ideário de esquerda, originariamente defensor dos explorados, infiltra-se facilmente na população que, desconhecendo sua representatividade, cai no jugo de seus falsos propaladores como vítima indefesa e massa de manobra.
Experimentar o sabor e outras coisas das quais o outro goza. Querer sentir o prazer que o outro demonstra desfrutar. Essa curiosidade, e até mesmo inveja, tem sido capaz de manter o consumo e tudo mais o que produzimos no mundo, desde as fortunas nacionais conseguidas com o comércio de especiarias e tecidos... Somos nós, a nossa cobiça, os responsáveis pelo consumo e pela produção de riqueza ao que damos o nome de mercado e pelo qual tudo baseamos; acumular riqueza e saciar prazeres. Esse é o motor que nos faz mover e o que tem destruído o mundo e a relação entre as pessoas e os povos. O poder é egoísta, e se não nos dermos conta de que sozinhos não somos felizes, e que há outras coisas para além do produto, seremos mesmo capazes de destruir o planeta. Cabe a nós valorar aquilo que realmente importa. Se preciso consumir menos ou deixar de consumir, diminuir a produção ou deixar de produzir, trabalhar menos e viver com mais qualidade, mais tempo e na companhia dos nossos amados. Sentir ...
O Complexo de Inferioridade é um distúrbio bem conhecido na Psicologia. Diz-se que está no inconsciente das pessoas e como tal em algumas sociedades quando por motivos culturais se desenvolve. Conhecemos bem exemplos disso. Além dos ufanismos e manias de grandeza, um modo bastante comum de demonstrar esse complexo é o comportamento jocoso que visa minorar, ou reduzir para o seu tamanho, aquilo que se pensa não alcançar.
Comunicar. Tão natural e por isso necessário. O homem evoluiu e sua comunicação também. Primeiro a gestual, a seguir a oral, a pictórica e depois a escrita, e essa última comunicou rápido com toda a gente. Expressar-se e ser uno e indivisível. Transmitir para o outro coisas práticas, belas, conhecimento, sentimento... Imaginemo-nos todos juntos e encolhidos, cobertos de pelos, no escuro do fundo de uma caverna, mergulhados no mais profundo silêncio de medo do barulho dos trovões lá fora... Falar e escrever mudou tudo! 
Curioso observar os comportamentos das sociedades inglesa e francesa da atualidade e percebê-los como efeitos de suas diferentes e até antagónicas culturas. Enquanto a inglesa individualista e liberal xinga seus jogadores de cor pela derrota no futebol, a francesa mais social e coletiva, apegada às liberdades individuais, reluta em vacinar-se. São povos realmente diferentes desde a cepa.