A arte é o retrato fiel da expressão de uma época. Em todas suas manifestações, alternaram-se de forma cíclica ao longo do tempo entre períodos mais subjetivos e outros mais objectivos. Como no Barroco e no Clássico, no Romântico e no Moderno, vivemos agora sem dúvida a passagem de uma época de objetividade para outra de subjetividade; do materialismo tecnicista para o humanismo ambientalista.
Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado?
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