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Sou da opinião que numa sociedade há diferentes indivíduos com diferentes ideias e grupos de indivíduos com ideias semelhantes.

Para que se rejam precisam de um governo e para que esse governo seja justo e aceitável deve representar a vontade da maioria.

Sem partidos com ideologias não há confronto de ideias, e sem a vontade de uma maioria não pode haver ação.

Entretanto ao invés do grupo partidário maioritário executar a pauta do seu programa eleito, um outro grupo define qual a pauta deve ser executada.

Os partidos passaram a ser "escritórios" de interesses privados no lugar de representarem seus eleitores que com eles identificam-se ideologicamente.

A outra opção seria uma AD (administração direta) da população

Por mais aliciante seja essa ideia não vejo como numa assembléia aberta de cidadãos possam deliberar alguma coisa de concreto. Ia ser uma tremenda confusão

O sistema mais parecido que conheço é o suíço onde há constantemente plebiscitos e referendos à população

Além do mais sempre é bom lembrar que ninguém quer ser síndico do edifício...

Um bom debate é a questão da representatividade

É dificílima quado o grupo é enorme como o Brasil por exemplo

O nosso modelo central federal é totalmente desrepresentativo

Sou pelo Municipalismo onde o aí sim o cidadão opina e interage

Nem na Grécia Antiga conseguiu haver democracia direta de fato... apesar de poucos cidadãos alguns ainda ficavam de fora

Uma coisa é verdade.

A velha democracia tal como está hoje precisa de uma reforma justamente pq deixou de ser representativa.

Ninguém se interessaria por ir à Câmara participar dos debates, mesmo pq não terá voz.

As pessoas estão absorvidas pelo seu ganha-pão, por isso elegem representantes

Talvez num círculo menor... no município... o cidadão sinta-se realmente "obrigado" a exercer sua cidadania.

O governo local serve pra gerir o dia-a-dia e o central para a Defesa, a representação diplomática e principalmente para personificar a figura da Nação, do Estado, no que diz respeito aos valores do seu povo

Além da questão da representatividade nos regimes democráticos pluripartidários rotativos, há dois outros pontos talvez mais preocupantes; o fato de quase sempre as más consequências das decisões erradas ocorrerem depois dos mandatos e quase sempre tb não haver qq tipo de responsabilização dos decisores.

Todos esses motivos sem dúvida debilitam a confiança dos eleitores em relação às democracias tal como as conhecemos. 


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