Avançar para o conteúdo principal

Como explicar tanta coisa errada? Cultura? Educação? Não!

É muito proveitoso o exemplo de Nogales no México. Cidade cortada por um muro que não separa culturas mas governos... mesmo povo, mesma história, mesmo clima, mesmo solo...

Essa questão é torturante... o porquê disso...

Culpamos os políticos quando estes somos nós próprios, e nesse círculo infernal vamos girando sem sair do lugar.

A democracia direta não cabe mais e a representativa quem deve representar de fato? Não é o povo, esse ente sem cara... não encontro outra resposta melhor que a figura do empresário! É ele o agente de tudo! É ele o criador da classe média, e é esta que molda e harmoniza a sociedade.

Desde a Declaração de Direitos até a Constituição Americana, está lá patente que quem manda não é o tal "povo"; quem manda são os burgueses, os empresários, e não o cidadão comum consumidor pagador de impostos. A ele é dado o direito de escolher o burguês que lhe dá melhor emprego e maior renda.

Os empresários desistiram de trabalhar. Deixaram de produzir, o que custa muito, e passaram a especular, o que não dá trabalho. Empresas novas nos moldes tradicionais? Só unicórnios interessam!

A acumulação e os monopólios destruíram a concorrência e o que antes era risco e oportunidade passou a ser certeza de falência.

O sistema capitalista acabou por eliminar a tão preciosa iniciativa privada e com ela a Democracia!

Nessa busca por uma causa, não por culpados, arrisco dizer que foi o próprio sistema económico que corrompeu o sistema político, e essa conclusão pode dar a pista para a solução.

Legislação anti-monopólios, livre concorrência incentivada, meritocracia premiada, produção com ênfase na qualidade em detrimento do menor custo...

A lista é grande. É preciso aprender com os erros e recomeçar...


Comentários

  1. Me arisco a dizer que vizinhos n significa mesmo povo. Educação aprendemos no berço, crescemos e nos tornamos aquilo q somos graças aos nossos pais e tudo aquilo que nos identificamos.
    Se somos um povo que aceita determinado governo posso dizer que ele será nosso próprio reflexo assim como a sociedade em que vivemos.
    Tudo é feito a nossa medida.
    Nosso trabalho, nosso vizinho o restaurante que frequentamos, tudo vem da nossas escolhas.
    Tudo é feito para agradar a uma determinada pessoa e sociedade.
    O fracasso da política o sucesso do empresário tudo depende de nós.
    Assim como muitas espécies estamos em evolução.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A principal causa da atual apatia, ora anarquia e desrespeito às pessoas e instituições nas sociedades ocidentais, pode ser encontrada no excesso de individualismo, de direitos e liberdades protagonizados pelo pensamento progressista que adveio e generalizou-se desde o fim da II Grande Guerra. O afastamento cada vez maior do contato direto com os meios de sustento, o crescimento do emprego, do consumo e do Estado mantenedor, desenvolveram um comportamento de descompromisso e inércia que levou as massas à total dependência de terceiros. Criou-se com isso o sentimento generalizado de desconfiança e rancor de quem se vê dependente e subjugado. Desfez-se o sentimento de engajamento, pertença e ação do cidadão. Ele não interessa-se por governar-se, quer que o façam por si, está à mercê de quem quiser. O caminho de volta é a solução.  
A natureza humana é conservadora. O percurso etário é uma prova disso. Como fonte filosófica de vida baseada em valores e costumes, o Conservadorismo está a montante da política e das ideologias que desembocam na economia do nosso dia-a-dia. O primitivo senso de liberdade e iniciativa do homem determinou seu modelo ideológico original de conduta política, denominado mais tarde, Direita. De suas também naturais inconformidade e contestação, resultou a necessidade de mudar, e com ela, um novo tipo de pensamento ideológico mais reformador, por vezes revolucionário, que priorizava o interesse da maioria coletiva em detrimento do protagonismo individualista da Direita; a Esquerda. Ambos pensamentos, apesar de antagônicos, coexistentes e não excludentes no indivíduo, fazem parte da sua integralidade e da necessidade de integração com os demais. Ao mesmo tempo sua independência e interdependência. A exploração política mesquinha subverteu essa dualidade natural e benéfica, criando uma cisão f...