Avançar para o conteúdo principal

O voto distrital, ou seja, aquele que vincula o candidato à área de um restrito número de eleitores que o conhecem bem, o distrito, é de fato bastante representativo.

O chamado recall, que obriga o compromisso do voto sob pena da devolução do mandato, é mais uma ferramenta para tornar mais eficaz a vontade do verdadeiro imanente do poder, o eleitor.

Quando o exercício da cidadania está consolidado, esta relação direta funciona naturalmente na medida em que o eleitor decide de fato como quer que o governo atue. Quando os cidadãos ainda não estão comprometidos com essa responsabilidade, e os candidatos por isso menos responsabilizados, resultaria melhor o voto em lista fechada no partido.

O voto partidário nesse contexto, apesar dos nomes dos candidatos não corresponderem à escolha pessoal do eleitor, propiciaria um compromisso menos arriscado quando não há essa relação individual e mais seguro com o conjunto, mais ideológico e de programa partidário, e que não deixaria de poder ser retomado através de um mecanismo como o recall, caso não fossem atendidas as expectativas.

Em qualquer das situações, de maior ou menor exercício de cidadania, o eleitor deve ser sempre o dono do mandato do seu representante. 


Comentários

  1. Aqui, no Rio de Janeiro, seria importantíssimo o voto distrital, pois há uma diversidade de demandas. Desde a cidade do Rio de Janeiro, Baixada, região Serrana, dos Lagos e sul fluminense. Talvez isso, melhoraria o nível de discussão e dos futuros eleitos, que deveriam cumprir suas plataformas eleitorais e não "eleitoreiras".

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Com um OE comprometido com salários e pensões não há dinheiro para o investimento; espaço para a iniciativa privada. Muito mais que a conhecida redução de impostos, deve ser com concessões e privatizações que a Economia pode crescer. Ultrapassar os tabus, garantir seu papel social, regular e deixar o Capital fazer o seu trabalho. 
O Bolsonarismo foi uma válvula de escape para o Conservadorismo brasileiro. Desperdiçou-se a oportunidade de um centro-direita governar e acertar as contas para gerar crescimento. As difíceis condições do país, agravadas pelo panorama internacional, não serão revertidas com o retorno da esquerda, pelo contrário irão deteriorar-se. A reaparecimento da direita é definitivo. Será vital surgir uma corrente mais moderada que esvazie o furor populista e livre o país de uma radicalização desgastante ainda maior.  
Se a política não é a causa do problema social mas sim consequência, podemos concluir então que a verdadeira causa está em nós. Os aspectos culturais de um povo definem sua organização social e como consequência seu modelo político, justo ou não, consoante sua própria natureza. Sendo a família a célula social, é aí que se devem concentrar todas as atenções e nesse caso, sem qualquer influência direta do Estado, cabendo unicamente aos pais a educação por valores morais de seus filhos. Dependerá dessa formação o sucesso dessa sociedade. Não cabendo em nosso povo o conceito da educação pelo Estado, será dos pais na intimidade da família essa responsabilidade. Não havendo estrutura familiar com formação moral prévia consolidada, em todos os níveis sociais, tal tarefa não poderá ser executada ou mesmo sequer reconhecida. Quer se dizer com isso que é do modelo e valores atuais das famílias que resulta o mau funcionamento da sociedade e que depende somente dessas famílias sua mudança. Começar...