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 A  necessária discussão sobre o aproveitamento económico das reservas indígenas acaba por se perder nas bravatas ideológicas.

Se por um lado não se pode simplesmente eliminar ou perverter uma Cultura, por outro não podem ficar intocados os recursos das reservas. Haveria um meio-termo?

Sendo necessário o isolamento da cultura mais "frágil" para que a cultura mais "forte" não a influencie, as vastas e longínquas reservas fazem bem esse papel. Os contatos mínimos por profissionais habilitados, na própria língua indígena, devem ser de caráter puramente amistoso, de visitação curta, tendo em vista apenas a monitorização daquela comunidade.

De que maneira uma eventual exploração econômica localizada na reserva poderia não afetar o pretendido isolamento?

Seria inevitável o contato, mesmo dada a extensão territorial da reserva. Atividades agropecuárias e de silvicultura, assim como vias terrestres não seriam indicadas ao passo que uma mina ou hidrelétrica poderiam ser fisicamente isoladas. Seria seguro?

Se considerarmos que qualquer tipo de relação acabaria por civilizar os indígenas, as reservas deveriam então ser mantidas fechadas em definitivo; impossível àquelas limítrofes às cidades, diferentemente das mais afastadas.

Qual seria a forma de mantê-los intocados e apenas observados com a curiosidade de um zoo? Será este o princípio correto? Mantê-los isolados ou civilizá-los e dar-lhes meios de preservarem de alguma forma sua cultura?

Está deve ser a primeira questão. 

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