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Uma pandemia como essa é assustadora e continua matando.
Enlutamo-nos por conhecidos e desconhecidos, tendo estado eles protegidos ou não, tendo sido eles tratados ou não.
Só sabemos que devemos evitar contatos pessoais e que ainda não há cura ou vacina, que a doença evolui diferentemente em cada um.
A negação da doença e seus cuidados, assim como a confusão no tratamento dado pelos hospitais públicos são de total responsabilidade do PR.
Entretanto as pessoas são livres para agir e os que arriscam sabem o risco que correm.
Não há dúvida que haveria muito menos mortos se houvesse sido aplicada uma outra política de saúde pública, mas o pouco que se pode fazer para evitar o contágio depende de cada um.

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Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A principal causa da atual apatia, ora anarquia e desrespeito às pessoas e instituições nas sociedades ocidentais, pode ser encontrada no excesso de individualismo, de direitos e liberdades protagonizados pelo pensamento progressista que adveio e generalizou-se desde o fim da II Grande Guerra. O afastamento cada vez maior do contato direto com os meios de sustento, o crescimento do emprego, do consumo e do Estado mantenedor, desenvolveram um comportamento de descompromisso e inércia que levou as massas à total dependência de terceiros. Criou-se com isso o sentimento generalizado de desconfiança e rancor de quem se vê dependente e subjugado. Desfez-se o sentimento de engajamento, pertença e ação do cidadão. Ele não interessa-se por governar-se, quer que o façam por si, está à mercê de quem quiser. O caminho de volta é a solução.  
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