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Não é só o governo eleito que não tem programa. A miríade de partidos fisiológicos também não.
Os eleitores não conseguem optar por um ou outro programa e linha ideológica.
Não somente a falta de metas mas também do norteamento desejado para a Economia, dificultam a escolha e aferição do eleitor.
A falta de uma caracterização clara e de poucos partidos em número têm como consequência a falta de compromisso de programa e a fraqueza no apoio ao seu eventual representante eleito para o Executivo.
Como se não bastasse, a Constituição de 88 dá ao Congresso todo controle sobre o Executivo, sem nenhuma contra-partida de moderação de poder,  a não ser um raríssimo veto presidencial.
O período do Estado de Direito já proporcionou dois impedimentos presidenciais, não tanto pelas razões para o efeito, mas principalmente pela conveniência dos parlamentares.
É importantíssimo se criarem condições para que o poder Legislativo também possa ser cerceado. O recall eleitoral obrigaria coerência e estrito respeito às responsabilidades do mandato. O voto distrital deixaria o eleito mais debaixo do olho do eleitor.
Essa discussão também é urgente.

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Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A principal causa da atual apatia, ora anarquia e desrespeito às pessoas e instituições nas sociedades ocidentais, pode ser encontrada no excesso de individualismo, de direitos e liberdades protagonizados pelo pensamento progressista que adveio e generalizou-se desde o fim da II Grande Guerra. O afastamento cada vez maior do contato direto com os meios de sustento, o crescimento do emprego, do consumo e do Estado mantenedor, desenvolveram um comportamento de descompromisso e inércia que levou as massas à total dependência de terceiros. Criou-se com isso o sentimento generalizado de desconfiança e rancor de quem se vê dependente e subjugado. Desfez-se o sentimento de engajamento, pertença e ação do cidadão. Ele não interessa-se por governar-se, quer que o façam por si, está à mercê de quem quiser. O caminho de volta é a solução.  
A natureza humana é conservadora. O percurso etário é uma prova disso. Como fonte filosófica de vida baseada em valores e costumes, o Conservadorismo está a montante da política e das ideologias que desembocam na economia do nosso dia-a-dia. O primitivo senso de liberdade e iniciativa do homem determinou seu modelo ideológico original de conduta política, denominado mais tarde, Direita. De suas também naturais inconformidade e contestação, resultou a necessidade de mudar, e com ela, um novo tipo de pensamento ideológico mais reformador, por vezes revolucionário, que priorizava o interesse da maioria coletiva em detrimento do protagonismo individualista da Direita; a Esquerda. Ambos pensamentos, apesar de antagônicos, coexistentes e não excludentes no indivíduo, fazem parte da sua integralidade e da necessidade de integração com os demais. Ao mesmo tempo sua independência e interdependência. A exploração política mesquinha subverteu essa dualidade natural e benéfica, criando uma cisão f...