Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A pauta económica das social-democracias continua massacrando as classes médias. Justificam o mantra défice/dívida mas esquecem-se que o crescimento económico os reduz. Manter esse rumo vai continuar empurrando o voto para o extremismo.
As desigualdades sociais e a acumulação de riqueza geradas pela globalização, a desresponsabilização dos governos eleitos democraticamente, o descrédito nas instituições, todos esses fatores têm contribuído para o crescente distanciamento e desprezo dos cidadãos que, vendo-se desprotegidos e abandonados, são atraídos cada vez mais para as perigosas soluções populistas. As nações precisam de estadistas que as liderem com valores e pelo exemplo. É preciso uma nova ordem!
O Bolsonarismo foi uma válvula de escape para o Conservadorismo brasileiro. Desperdiçou-se a oportunidade de um centro-direita governar e acertar as contas para gerar crescimento. As difíceis condições do país, agravadas pelo panorama internacional, não serão revertidas com o retorno da esquerda, pelo contrário irão deteriorar-se. A reaparecimento da direita é definitivo. Será vital surgir uma corrente mais moderada que esvazie o furor populista e livre o país de uma radicalização desgastante ainda maior.  
Metade dos brasileiros é pelos direitos e a outra metade é pelos deveres, e assim fica tudo bem equilibrado, entretanto os dois braços desse mesmo corpo não têm quem os represente dignamente. O político não tem ideologia, é fisiológico,  o eleitor não, ou pensa mais à esquerda ou mais à direita. Arrisco dizer que nossa população não se cruza com o pensamento de esquerda. Somos conservadores e por isso liberais, não toleramos roubalheira e agora mais uma característica marcante, nossa natural religiosidade assumiu proeminência com o protestantismo. O populismo aproveita-se bem disso e no atual estágio é o que temos. Chegará o dia em que o recusaremos e passaremos a votar naturalmente de forma ideológica. 
As ditas reformas estruturais são fundamentais para as mudanças de base da governação. Visam a implantação de um novo modelo de democracia mais atual, estável e próspero. Cabe ao poder legislativo essa iniciativa a partir do seu pluripartidarismo. Os planos de governo pré-eleitorais do Executivo servem como catalisador desse processo, embora dependam sempre da aprovação do Legislativo. O poder judiciário encarrega-se exclusivamente da constitucionalidade dessas mudanças. Para além do salutar antagonismo ideológico, o principal fator obstaculizante dessas reformas é o próprio corporativismo do poder legislativo que blindando-se impede as principais reformas no campo político, eleitoral e administrativo, secundado pelo próprio corporativismo das Forças Armadas consideradas como servidores públicos de fato. Sendo do domínio legislativo a definição das regras a partir dos voto dos representantes eleitos da população, não pode caber medida que vá contra os interesses dessa. Razão pela qual ...
Políticos e burocratas. Uns são eleitos, os outros concursados. Uns renovam-se a cada governo, os outros permanecem nos seus postos. Uns são decisores, os outros são  técnicos. Há mesmo ocasiões onde o Estado funciona sem o governo. E ainda bem, e deve funcionar sem maiores problemas dentro das normas até que seja organizado novo governo. O único papel do político deve ser criar e alterar leis, executar o plano pelo qual foi eleito, supervisionando os burocratas a quem compete a sua gestão. Em mandatos longos o suficiente para serem implementados e usufruídos. Mandatos curtos além de não permitirem conclusões e responsabilizações, geralmente interrompem o que havia sido iniciado antes. O requisito indispensável ao político deve ser tão somente a ética.
Discuto num grupo de apoio à crianças carentes se devemos preterir os mais fracos e impulsionar os mais fortes ou nivelar por baixo. Essa mesma questão se aplica à sociedade. O socialismo opta por nivelar por baixo e o resultado disso está a olhos vistos no Brasil da Abertura democrática. A outra opção seria investir na economia de mercado para criar riqueza e com ela assistir aos mais fracos. É essa a diferença ideológica que deveria nortear nossas discussões no lugar de brigar por nomes que não nos garantem nada.