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A reforma trabalhista de Temer visou demolir a principal defesa do trabalhador em relação ao patronato: o acordo coletivo.

As negociações individuais enfraquecem as reivindicações do empregado, além de reduzir sua expectativa de remuneração.

A falsa alegação da necessidade de flexibilização das leis só serviu para acentuar a precarização do trabalho.

Faz falta o papel dos sindicatos fortes e a volta dos acordos coletivos.

Isso não tem nada a ver com ideologias, é pura estupidez.

"Não surpreende, por isso, que o reforço da contratação colectiva e/ou do poder dos sindicatos seja hoje uma preocupação no seio de várias organizações internacionais - não apenas na Organização Internacional de Trabalho, mas também no FMI e na OCDE."

https://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/ricardo-paes-mamede/a-crise-dos-sindicatos-e-um-problema-de-todos-11807422.html

https://www.oecd-ilibrary.org/sites/els-2019-5910-en/index.html

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Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
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