Avançar para o conteúdo principal

No final do século XX as mudanças na China de Xiaoping e o fim da URSS enterraram de vez o Comunismo e as ideologias do passado.

Passou-se a optar por mais ou menos Estado nas economias e mais ou menos conservadorismo nos costumes, reconformando-se os partidos políticos e governos no posicionamento segundo essas duas variáveis.

A antiga esquerda socialista continuou a empunhar sua bandeira reformista e a antiga direita capitalista manteve o seu conservadorismo, passando esses grupos a serem diferenciados apenas por isso, já que tanto o capitalismo de mercado como o de Estado hoje predominam.

A ultrapassada guerra ideológica cinge-se agora à discussão acalorada das questões sociais fracturantes de comportamento, e é em cima delas que os atuais partidos políticos tentam demarcar-se e disputar o poder, marcadamente de forma populista.

As questões religiosas, de raça, de gênero, dos emigrantes, a legalização das drogas, do aborto, da eutanásia, a questão do clima, apaixonam e entretêm enquanto o verdadeiro poder, o econômico, dita nossas vidas que monologam presas nos seus mundinhos debaixo do olho desse mundão globaritário.

Teremos isso em conta? 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A principal causa da atual apatia, ora anarquia e desrespeito às pessoas e instituições nas sociedades ocidentais, pode ser encontrada no excesso de individualismo, de direitos e liberdades protagonizados pelo pensamento progressista que adveio e generalizou-se desde o fim da II Grande Guerra. O afastamento cada vez maior do contato direto com os meios de sustento, o crescimento do emprego, do consumo e do Estado mantenedor, desenvolveram um comportamento de descompromisso e inércia que levou as massas à total dependência de terceiros. Criou-se com isso o sentimento generalizado de desconfiança e rancor de quem se vê dependente e subjugado. Desfez-se o sentimento de engajamento, pertença e ação do cidadão. Ele não interessa-se por governar-se, quer que o façam por si, está à mercê de quem quiser. O caminho de volta é a solução.  
A natureza humana é conservadora. O percurso etário é uma prova disso. Como fonte filosófica de vida baseada em valores e costumes, o Conservadorismo está a montante da política e das ideologias que desembocam na economia do nosso dia-a-dia. O primitivo senso de liberdade e iniciativa do homem determinou seu modelo ideológico original de conduta política, denominado mais tarde, Direita. De suas também naturais inconformidade e contestação, resultou a necessidade de mudar, e com ela, um novo tipo de pensamento ideológico mais reformador, por vezes revolucionário, que priorizava o interesse da maioria coletiva em detrimento do protagonismo individualista da Direita; a Esquerda. Ambos pensamentos, apesar de antagônicos, coexistentes e não excludentes no indivíduo, fazem parte da sua integralidade e da necessidade de integração com os demais. Ao mesmo tempo sua independência e interdependência. A exploração política mesquinha subverteu essa dualidade natural e benéfica, criando uma cisão f...