Avançar para o conteúdo principal

 Os EUA declinam. Termina o seu tempo. Outro tomara o seu lugar no mundo como sempre foi.

Vivemos esse momento da história e apesar de não ser tão fácil podemos ver as causas de sua queda, algumas comuns às outras da História, como por exemplo a desmoralização do poder, e outras muito consequentes daquilo que veio a ser o único sistema económico viável que se conhece até hoje; o Capitalismo.

A queda dos EUA não deixa de ser uma consequência da exaustão do Capitalismo, não pelo seu princípio que se mostrou correto, mas por sua deturpação causada pela ganância. A concentração da riqueza tornou insustentáveis as naturais desigualdades.

Não se pode também por isso, deixar de se ressaltar aquilo que permitiu o desvirtuamento da ideia da propriedade privada, da livre iniciativa, da concorrência justa, da lei do mercado, e tudo isso regulado pelo Estado de Direito. As salutares democracias tornaram-se sistemas políticos nocivos à valorização do indivíduo. O respeito pelo cidadão, que fundamenta o contrato social, desaparece quando este deixa de ser de fato representado em favor de alguns poucos privilegiados. Classes sociais que detém o poder económico e o controlo dos governos excluindo o cidadão comum, relegando-o a mero consumidor de bens, pagador de impostos e votante que elege de livre vontade todo esse estado de coisas.

A ignorância de sua condição usurpada parece começar a terminar, e apesar de não restar mais tempo para uma reviravolta americana, esse aprendizado serve muito bem para aqueles que ainda vão a meio caminho.


 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Com um OE comprometido com salários e pensões não há dinheiro para o investimento; espaço para a iniciativa privada. Muito mais que a conhecida redução de impostos, deve ser com concessões e privatizações que a Economia pode crescer. Ultrapassar os tabus, garantir seu papel social, regular e deixar o Capital fazer o seu trabalho. 
Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
O Bolsonarismo foi uma válvula de escape para o Conservadorismo brasileiro. Desperdiçou-se a oportunidade de um centro-direita governar e acertar as contas para gerar crescimento. As difíceis condições do país, agravadas pelo panorama internacional, não serão revertidas com o retorno da esquerda, pelo contrário irão deteriorar-se. A reaparecimento da direita é definitivo. Será vital surgir uma corrente mais moderada que esvazie o furor populista e livre o país de uma radicalização desgastante ainda maior.