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Para um brasileiro a imagem dos EUA é o modelo a seguir, e a melhor representação do que é ser americano é o ato de se encher sofregamente o carrinho de compras... onde cabem aliás, além de todas as coisas do mercado, as roupas, o fast food, os carros, os filmes, as músicas, os jogos, os eletrodomésticos, os... onde cabe todo o consumismo ...
Afinal é o consumo o responsável por toda a riqueza e poder dos EUA no mundo; a liberdade! a liberdade de comprar!. O brasileiro também se tornou um consumista, não importa seu poder aquisitivo. Ele também gosta de comprar...
Muito bom para a Economia no presente... péssimo no futuro...
Mesmo aquele que pode comprar tudo, haverá um momento em que não quererá comprar mais nada... a vontade de consumir acaba assim como os recursos utilizados para se produzir. Meios e desejos são finitos e até que tenhamos outro, o planeta também.
Tudo depende daquilo a que chamamos valor. O que pode valer mais? O celular da última geração ou ver o fundo daquele riacho, antes fétido, agora com peixes... e não se pense que os que não têm ainda precisarão lambuzar-se. Pergunte-lhes se preferem uma parabólica ou uma rede de esgotos, um home theater ou uma matrícula de filho numa boa escola...

Comprar dos negócios do bairro? Só comprar num preço justo? Preferir um produto natural a um artificializado? Comprar de uma empresa que respeita seus funcionários? Comprar somente o necessário?
A pandemia tem mostrado que a natureza faz o seu trabalho sozinha se a deixarmos, e se considerarmos ser a natureza "normal", com suas "medidas", e não o nosso estilo de vida consumista devorador de tudo e de todos, talvez possamos começar a enxergar um mundo melhor, com outros apetites e outros valores...

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Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A principal causa da atual apatia, ora anarquia e desrespeito às pessoas e instituições nas sociedades ocidentais, pode ser encontrada no excesso de individualismo, de direitos e liberdades protagonizados pelo pensamento progressista que adveio e generalizou-se desde o fim da II Grande Guerra. O afastamento cada vez maior do contato direto com os meios de sustento, o crescimento do emprego, do consumo e do Estado mantenedor, desenvolveram um comportamento de descompromisso e inércia que levou as massas à total dependência de terceiros. Criou-se com isso o sentimento generalizado de desconfiança e rancor de quem se vê dependente e subjugado. Desfez-se o sentimento de engajamento, pertença e ação do cidadão. Ele não interessa-se por governar-se, quer que o façam por si, está à mercê de quem quiser. O caminho de volta é a solução.  
A natureza humana é conservadora. O percurso etário é uma prova disso. Como fonte filosófica de vida baseada em valores e costumes, o Conservadorismo está a montante da política e das ideologias que desembocam na economia do nosso dia-a-dia. O primitivo senso de liberdade e iniciativa do homem determinou seu modelo ideológico original de conduta política, denominado mais tarde, Direita. De suas também naturais inconformidade e contestação, resultou a necessidade de mudar, e com ela, um novo tipo de pensamento ideológico mais reformador, por vezes revolucionário, que priorizava o interesse da maioria coletiva em detrimento do protagonismo individualista da Direita; a Esquerda. Ambos pensamentos, apesar de antagônicos, coexistentes e não excludentes no indivíduo, fazem parte da sua integralidade e da necessidade de integração com os demais. Ao mesmo tempo sua independência e interdependência. A exploração política mesquinha subverteu essa dualidade natural e benéfica, criando uma cisão f...