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Nossa triste situação social é o resultado de nossa cultura patrimonialista. O desinteresse crônico pela política perpetua isso.
Uma provável resposta para o alheamento da população pode estar nessa separação hereditária entre servo e senhor, quase como numa sociedade de castas.
A grande maioria se considera sem importância e que as coisas são assim mesmo, não mudam, não há nada a fazer.
Vive-se de migalhas.
Não percebemos que o pouco que recebemos não é dádiva e sim o retorno do pouco que sobra da enormidade dos impostos que pagamos pra manter o feudo...
Quem vive numa favela ou num apartamento de classe média está mais interessado em manter o trabalho miserável pra pagar as contas do que na ação política que pode melhorar sua situação; no imediato medíocre do que num futuro promissor.
Triste egoísmo de subsistência, pura sobrevivência instintiva e irracional que desconsidera a própria prole fadada a eternizar o seu desatino.
Os governos e sistemas políticos mantêm essa situação em nome do Patrimônio, a população permite, o voto perpetua.
Essa roda gira contínuo no plano... às vezes tropeça num pedregulho revolucionário... sacoleja...
Uma única pedra que sobressai das outras no plano onde mantemos niveladas nossas cabeças...

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Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
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