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Nossa precariedade política fica patente no momento atual. O estado de exceção serve bem a estes casos e está previsto na Constituição; não nos valeu. O Federalismo e o estilo tíbio autocrático desse presidente têm se mostrado incapazes de enfrentar a pandemia a despeito da dedicação e empenho isolados de alguns.
Está claro que uma ameaça viral como essa requer uma ação central e concertada, baseada na experiência dos países infectados mais cedo e no conhecimento científico que se vai alcançando.
A correria desvairada dos governadores na tomada de medidas restritivas entrou em choque com a habitual falta de capacidade de consenso do presidente que tristemente, se não fosse apenas por defeito e total desinformação, só foi capaz de ver nesse embate o risco da sua reeleição; perdeu uma grande oportunidade...
A população órfã expôs suas fragilidades à mercê do vírus e da impiedade de empresários estúpidos que recorrem ao Utilitarismo num momento em que ao invés de se atacar é preciso se defender...
Pobre país rico e desigual, tão desorganizado e despreparado. Quem nos valerá nessa aflição quando mais do que nunca é preciso quem nos represente e atue com responsabilidade?
O que mais teremos que passar até que aprendamos finalmente a nos governar? 

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Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A principal causa da atual apatia, ora anarquia e desrespeito às pessoas e instituições nas sociedades ocidentais, pode ser encontrada no excesso de individualismo, de direitos e liberdades protagonizados pelo pensamento progressista que adveio e generalizou-se desde o fim da II Grande Guerra. O afastamento cada vez maior do contato direto com os meios de sustento, o crescimento do emprego, do consumo e do Estado mantenedor, desenvolveram um comportamento de descompromisso e inércia que levou as massas à total dependência de terceiros. Criou-se com isso o sentimento generalizado de desconfiança e rancor de quem se vê dependente e subjugado. Desfez-se o sentimento de engajamento, pertença e ação do cidadão. Ele não interessa-se por governar-se, quer que o façam por si, está à mercê de quem quiser. O caminho de volta é a solução.  
A natureza humana é conservadora. O percurso etário é uma prova disso. Como fonte filosófica de vida baseada em valores e costumes, o Conservadorismo está a montante da política e das ideologias que desembocam na economia do nosso dia-a-dia. O primitivo senso de liberdade e iniciativa do homem determinou seu modelo ideológico original de conduta política, denominado mais tarde, Direita. De suas também naturais inconformidade e contestação, resultou a necessidade de mudar, e com ela, um novo tipo de pensamento ideológico mais reformador, por vezes revolucionário, que priorizava o interesse da maioria coletiva em detrimento do protagonismo individualista da Direita; a Esquerda. Ambos pensamentos, apesar de antagônicos, coexistentes e não excludentes no indivíduo, fazem parte da sua integralidade e da necessidade de integração com os demais. Ao mesmo tempo sua independência e interdependência. A exploração política mesquinha subverteu essa dualidade natural e benéfica, criando uma cisão f...