Vivemos perdidos nesse mundo sem
saber que viemos aqui com um propósito. Somos viajantes distraídos com a
paisagem das sensações e esquecidos do caminho dos sentimentos. Não reconhecemos
nossa própria natureza disfarçada numa identidade passageira, iludidos com os
atributos que nos foram facultados exclusivamente para esse objetivo. Vivemos
unicamente para satisfazer nossos desejos que não saciam. Consumimos vorazmente
tudo o que nos é possível, sem mesmo que seja necessário. Esgotamos nossos recursos
mesmo que isso nos possa destruir.
Algumas vezes nos perguntamos
para que tudo isso. Nenhuma resposta nos satisfaz. O desânimo e o fastio nos
apoderam; é só o vazio… Por mais que façamos, não há nada que nos traga plenamente
a felicidade. Somos escravos de nós mesmos, condenados à inquietação da alma pelo
nosso egoísmo, até o dia em que percebemos que há outros também como nós, com
as mesmas dúvidas e temores, e nos apiedamos deles porque sabemos o que sentem.
E é quando nos dedicamos a aliviar o seu sofrimento, que surge um sentimento
novo, uma descoberta, a resposta que faltava para encontrar o caminho… Amar o
próximo; compreender suas fraquezas e seus erros, ser benevolente e perdoá-lo
na esperança que também ele nos possa perdoar.
Nossa missão é amar. Não há
nenhum lugar para onde possamos nos virar que não sejam as pessoas a nossa
volta; nossa família está mesmo ao nosso lado, e se formos sós, haverá sempre
alguém por companhia. Não há saída nas coisas do mundo. É através das pessoas,
com toda sua beleza e miséria, que trilhamos o caminho. Se nos afastamos delas,
nos perdemos e perdemos a chance de alcançar nosso propósito.
Nas coisas e lugares só
encontraremos o vazio. Nas pessoas está tudo aquilo que nos preenche a alma com
paz e harmonia.
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