Avançar para o conteúdo principal
Todos os homens são iguais?
Nós, seres com pêlos e adoentados, evoluindo a duras penas. Uns com mais, outros com menos habilidades de satisfazer os seus mesmos desejos, causa das suas naturais diferenças.
Aquele que realiza e satisfaz sua vontade desperta a revolta e inveja daquele que não o faz. Suscita-lhe incómodo por não ter o que o outro conseguiu pelo seu próprio esforço e perseverança. Um segue e acumula bens, o outro empobrece na inércia e as naturais diferenças acentuam-se.
Os homens não são iguais, uns movem-se mais que outros.
A apropriação do que não tinha dono, o foi pelo uso. A propriedade privada não foi usurpada, foi conquistada pelo esforço, sua origem é lícita.
O desejo de trabalhar, produzir e prosperar é justo e vantajoso para todos. Aquele que não possui troca o seu trabalho por remuneração e assim todos ganham. Há os que empreendem e os que se empregam. Melhor assim para que as naturais diferenças entre os homens se harmonizem e haja progresso.
Às exorbitâncias, a lei.
A caminhada do Homem está pejada de injustiças. A História demonstra o que acontece quando essa harmonia desanda. Criaram-se sistemas e utopias na tentativa de tornar natural aquilo que não é, e seria ingénuo não admitir que o economicismo ainda norteia nossa evolução.
Empregados de todo o mundo agradeçam o empreendedorismo!


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A principal causa da atual apatia, ora anarquia e desrespeito às pessoas e instituições nas sociedades ocidentais, pode ser encontrada no excesso de individualismo, de direitos e liberdades protagonizados pelo pensamento progressista que adveio e generalizou-se desde o fim da II Grande Guerra. O afastamento cada vez maior do contato direto com os meios de sustento, o crescimento do emprego, do consumo e do Estado mantenedor, desenvolveram um comportamento de descompromisso e inércia que levou as massas à total dependência de terceiros. Criou-se com isso o sentimento generalizado de desconfiança e rancor de quem se vê dependente e subjugado. Desfez-se o sentimento de engajamento, pertença e ação do cidadão. Ele não interessa-se por governar-se, quer que o façam por si, está à mercê de quem quiser. O caminho de volta é a solução.  
A natureza humana é conservadora. O percurso etário é uma prova disso. Como fonte filosófica de vida baseada em valores e costumes, o Conservadorismo está a montante da política e das ideologias que desembocam na economia do nosso dia-a-dia. O primitivo senso de liberdade e iniciativa do homem determinou seu modelo ideológico original de conduta política, denominado mais tarde, Direita. De suas também naturais inconformidade e contestação, resultou a necessidade de mudar, e com ela, um novo tipo de pensamento ideológico mais reformador, por vezes revolucionário, que priorizava o interesse da maioria coletiva em detrimento do protagonismo individualista da Direita; a Esquerda. Ambos pensamentos, apesar de antagônicos, coexistentes e não excludentes no indivíduo, fazem parte da sua integralidade e da necessidade de integração com os demais. Ao mesmo tempo sua independência e interdependência. A exploração política mesquinha subverteu essa dualidade natural e benéfica, criando uma cisão f...