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O homem é uma eterna criança.

As pessoas adultas ainda mantêm comportamentos infantis e a ciência do marketing explora bem isso. A maior parte dos adultos consome por impulsos infantis.

Da mesma forma, como crianças, desinteressam-se por assuntos que requeiram maior concentração e responsabilidade. Isto explica o porquê de não atinarem nos problemas de fundo da política e da economia, deixando por isso de participar efetivamente desses assuntos, limitam-se a repassar essa responsabilidade a outros, no caso concreto, aos políticos sufragados. Posteriormente suas reclamações ficam-se pelo "beicinho" infantil, desforrando-se nas próximas eleições ao votar nos adversários que em nada diferem dos outros. A eles isso não importa. Não se interessam verdadeiramente pelas questões importantes que afetam suas vidas. Os políticos por sua vez são as crianças mais astutas e egoístas que mais não fazem que assegurar vantagens para si próprios.

O que poderia mudar essa situação? Como "amadurecer" uma criança que já cresceu? Não havendo essa possibilidade, resta que seja a própria sociedade a corrigir esses erros através da lei, que seja o melhor juízo que a maioria das pessoas possa concordar, a prever, corrigir e punir esses desvios. Cabe à lei fazer o papel do "pai" responsável que educa seus "filhos" pequenos.

A lei é feita pelos que mandam, pelos mais poderosos. Pode a lei os afetar então? Pode ser a lei justa, ou seja, igual para todos? Deve ser; caso contrário não evita que alguns a escapem. A lei deve ser simples, de fácil compreensão e escrita de forma em que não haja outra interpretação. Deve ser exercida rapidamente e de forma severa consoante a gravidade do delito. A punição pela prisão deve ser digna e fazer ocupar produtivamente o condenado, promover a continuidade dos laços familiares. A sociedade deve reintegrá-lo ao final da pena.

O homem é uma eterna criança; precisa de um pai que estabeleça limites e o puna por ultrapassá-los.

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