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O Estado é laico mas não deixa de se fundamentar nos costumes religiosos da sociedade. O Brasil é de costume cristão, não é muçulmano por exemplo, e isso em nada conflita com as outras religiões dos brasileiros.
Nas ultimas décadas os evangélicos, de opinião mais vincada, superaram em muito o número dos católicos, menos rígidos, e de certa forma dão o tom atual aos costumes. Os governantes não os podem subestimar e mesmo disso se aproveitam elegendo-se, o que é natural.
Apesar da "neutralidade" religiosa do Estado, é inevitável que um governo não esteja alinhado com os costumes e princípios morais da maioria de seus eleitores e, nesse sentido, as leis também digam respeito a estes princípios sem ferir a liberdade religiosa; de preceitos mas não de costumes.
É por este motivo que deve ser vista naturalmente alguma intolerância àquilo que, sem proibir, está em desacordo com o costume.
A recente questão homofóbica dos livros infantis é um exemplo claro de que, não sendo tolerável para a maior parte da sociedade, também não deve ser proibida, sob pena de ferir liberdades e a isenção necessária dos governos. Nesse caso específico, cuidar para que a publicação fosse simplesmeste interdita a menores, como qualquer outra imprópria para os que ainda são jovens, sem discernimento suficiente nos assuntos da sexualidade inclusive.  

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