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Na natureza certos acontecimentos prenunciam fenômenos extremos.
Observemos a população humana somente neste curtíssimo espaço entre três gerações.
Passa despercebido o fato de que atualmente precisamos trabalhar mais e custa-nos mais para viver.
Nas gerações passadas, um rendimento modesto era suficiente para uma família citadina de classe média com casa própria. Ganhava-se pouco mas gastava-se pouco também. Poupava-se. Não havia muito mais com que se gastasse do que a alimentação, o transporte público e algum vestuário. A saúde e educação públicas lhes supriam.
Na atualidade as famílias tem rendimento maior mas gastam mais com essas e outras despesas que não haviam. Combustível, telecomunicações, saúde, educação e uma infinidade de outros itens que consomem tudo o que se ganha. Gasta-se o que nāo se ganha. Não há poupança.
O que podemos notar além do óbvio consumismo de massa é que para compensar o aumento da população e do emprego foi necessário produzir mais e mais. Para vender, dar emprego, e comprar.
Cada vez mais o crescimento populacional obriga ao aumento da produção de alimentos e bens. Além da presumível extinção de recursos naturais, a concentração da riqueza produzida reduz sua distribuição causando a diminuição do poder aquisitivo e o consequente empobrecimento da maior parte da população. Qual será o limite? Que catástrofe estará para acontecer com o crescimento da população mundial, da produção e do consumo?
Já vimos que não haverá fome porque já aprendemos a produzir alimentos suficientemente. Já aprendemos a buscar fontes de energia renovável e mesmo dessalinizar água do mar. Vamos aprendendo a conservar o meio-ambiente e evitar o aquecimento global... Qual o perigo que nos ameaça de fato?
Nosso desastre está na desigualdade e desrespeito crescentes que inevitavelmente levarão a Humanidade ao caos.
Já começamos a assistir a grandes migrações de pessoas... Será um prenúncio? Aprenderemos também uma solução para isso? 

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