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Face à situação do país, seria natural esperar que o atual governo disruptivo tivesse que priorizar o combate à corrupção e a recuperação da economia. Seus carros-chefe Moro e Guedes vêm dando a tônica dessas intenções. Entretanto faltou cuidar também com nomes de peso daquilo que é fundamental para qualquer governo. Saúde e Educação.
Um inexpressivo e os outros esdrúxulos não têm ajudado em nada, pelo contrário, no trato dessas duas áreas precípuas que seguem à deriva já por muitos mandatos. Perde-se tempo e dá-se atenção demasiada à ideologia de gênero, abstinência sexual entre jovens e censura ideológica, num claro jogo de plateia, quando se poderia de fato estar trabalhando em paralelo num plano de reestruturação factível para o país.
Talvez percamos essa oportunidade se aquelas prioridades não forem conseguidas e, vale lembrar, não dependem exclusivamente do Executivo. 

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O Bolsonarismo foi uma válvula de escape para o Conservadorismo brasileiro. Desperdiçou-se a oportunidade de um centro-direita governar e acertar as contas para gerar crescimento. As difíceis condições do país, agravadas pelo panorama internacional, não serão revertidas com o retorno da esquerda, pelo contrário irão deteriorar-se. A reaparecimento da direita é definitivo. Será vital surgir uma corrente mais moderada que esvazie o furor populista e livre o país de uma radicalização desgastante ainda maior.  
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