“entende que é tarefa do governo não inflamar a paixão e
dar-lhe novos objetos para se alimentar, mas injetar nas atividades de homens
já muito apaixonados um ingrediente de moderação; restringir, deflacionar,
pacificar e reconciliar ... E tudo isso não porque a paixão é vício e moderação
é virtude, mas porque a moderação é indispensável para que homens apaixonados
escapem de estar presos em um encontro de frustração mútua ”.
Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado?
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