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Depois da vida o maior direito é a liberdade de pensar e criar. Nem sempre se possa agir, o pensamento é livre, e o livre arbítrio a sua expressão. Cada um de nós age e reage consoante sua interpretação única do que nos rodeia, diferentemente infinita.
O convívio harmonioso em grupo de seres livres requer que suas liberdades sejam limitadas à liberdade do outro, e a estipulação de regras foi criada para resolver esse problema de subjectividade. Assim aprendemos a viver em sociedade, com a instauração do direito e o respeito pelo o que se considera justo.
O sentimento de justiça é de certa forma único, independentemente de interpretação, porque é moral e está gravado nas nossas consciências. A justiça é absoluta, não é relativa, e se fundamenta exactamente no direito à liberdade.
Quando não somente um, mas uma parcela da sociedade sente violado esse direito, ou seja, sente-se injustiçada, ocorre um movimento de reacção que culmina na mudança dos ditames ou, em extremo, numa revolução, por vezes com recurso à força.
A disseminação do conhecimento e das comunicações põem em evidência o sentimento colectivo da justiça ou da sua falta. Quando as barreiras do comodismo e da alienação são ultrapassadas, torna-se vulnerável o equilíbrio harmónico da vida em grupo; corre-se o risco da revolta.
A evolução do Homem é incessante e irreversível. Quando as distracções terminarem e o foco for encontrado, os injustos vão correr contra o tempo... 

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Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A principal causa da atual apatia, ora anarquia e desrespeito às pessoas e instituições nas sociedades ocidentais, pode ser encontrada no excesso de individualismo, de direitos e liberdades protagonizados pelo pensamento progressista que adveio e generalizou-se desde o fim da II Grande Guerra. O afastamento cada vez maior do contato direto com os meios de sustento, o crescimento do emprego, do consumo e do Estado mantenedor, desenvolveram um comportamento de descompromisso e inércia que levou as massas à total dependência de terceiros. Criou-se com isso o sentimento generalizado de desconfiança e rancor de quem se vê dependente e subjugado. Desfez-se o sentimento de engajamento, pertença e ação do cidadão. Ele não interessa-se por governar-se, quer que o façam por si, está à mercê de quem quiser. O caminho de volta é a solução.  
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