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Antes de estável, o emprego deve ser sustentável para se alcançar a necessária estabilidade da classe média. É ela que sustenta o modelo económico sem a qual desmoronaria.
Mas como tal objetivo num mercado com cada vez mais oferta e menos procura de mão-de-obra, notadamente de baixa qualificação onde a rotatividade é maior? Como evitar o trabalho precário, prejudicial ao cidadão e ao país? Como numa economia global tão rapidamente destruidora de mercados e criadora de desigualdades?
A ideia não é nova mas a entrada dos trabalhadores no capital da empresa pode voltar a ser uma solução eficaz.
Originalmente aplicada às grandes empresas, a ideia deveria ser melhor explorada nas pequenas e médias empresas, as maiores empregadoras.
Não se trata simplesmente da velha fórmula da participação nos lucros mas uma verdadeira mudança do conceito do emprego assalariado que cada vez mais desaparece.
Após um período experimental e preparatório, o empregador proporia "repartir" o seu negócio com o trabalhador, passando este a ser de fato seu próprio "patrão" e assim buscar perpetuar seu posto de trabalho tornando-o mais sustentável. Está claro também que a formação e a modernização são imprescindíveis para o sucesso dos negócios. Isto envolve involve investimento e riscos que passariam a ser também "repartidos".
A legislação laboral, muitas vezes dificultadora dos negócios, seria naturalmente substituída por outro tipo de regulamento contratual, este de caráter mais comercial.
Tal mudança significaria muito mais que uma simples solução para o problema, seria uma verdadeira revolução daquilo que conhecemos como as relações entre o Capital e o trabalho e que vêm se esgotando com o tempo.
Seria a passagem da mão-de-obra "alugada" à "própria". Verdadeiramente justa e potencializadora de criação de riqueza.


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