Avançar para o conteúdo principal
A transição do trabalho assalariado

Nota-se nas economias mais avançadas uma alteração das condições do trabalho assalariado. A figura do emprego ou o contrato de trabalho baseado em legislação que assegura direitos e segurança está a modificar-se. Seja a própria lei ou as diferentes demandas consoante o nível de qualificação do trabalhador, o que está a mudar rapidamente é o sentido que faz trabalhar empregado em troca de um salário.

A noção do trabalho assalariado está a mudar na medida em que o homem da atualidade se vê como um ser social, ou seja, como um indivíduo parte integrante de um grupo social. O sentimento que tem da passagem do tempo e da história humana, das mudanças de valores e condição social evolui, e dessa forma, também progride o seu conceito do seu valor e seu papel na sociedade.

Desde a sedentarização e do acúmulo de riqueza no clã, até aos dias que correm, passando pela formatação do pensamento religioso, o homem deixou o seu papel original de integrante igualitário de um clã, conviveu com a prática da escravatura, passou a pertencer a classes sociais, especializou-se na cadeia produtiva até a condição eticamente aceita de se trocar o trabalho por pagamento.

A condição do emprego, ao mesmo tempo, justa como negócio e socialmente estabilizadora, tem sido aceita como natural e desejada, aliada às benesses sociais que as economias e seus governos garantem. O agravamento do acúmulo da riqueza simultaneamente às crises economicas favorecem a reflexão do conceito do trabalho buscando-se por um lado benefícios e garantias legais e por outro na conceituação e prática de um outro modelo do trabalho.

Como houve época em que o indivíduo achava normal nascer e trabalhar a vida inteira para o seu senhor, ou dedicar toda sua vida de trabalho a um mesmo empregador, começa-se a questionar o valor e real benefício dessa inevitabilidade.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Com um OE comprometido com salários e pensões não há dinheiro para o investimento; espaço para a iniciativa privada. Muito mais que a conhecida redução de impostos, deve ser com concessões e privatizações que a Economia pode crescer. Ultrapassar os tabus, garantir seu papel social, regular e deixar o Capital fazer o seu trabalho. 
O Bolsonarismo foi uma válvula de escape para o Conservadorismo brasileiro. Desperdiçou-se a oportunidade de um centro-direita governar e acertar as contas para gerar crescimento. As difíceis condições do país, agravadas pelo panorama internacional, não serão revertidas com o retorno da esquerda, pelo contrário irão deteriorar-se. A reaparecimento da direita é definitivo. Será vital surgir uma corrente mais moderada que esvazie o furor populista e livre o país de uma radicalização desgastante ainda maior.  
Se a política não é a causa do problema social mas sim consequência, podemos concluir então que a verdadeira causa está em nós. Os aspectos culturais de um povo definem sua organização social e como consequência seu modelo político, justo ou não, consoante sua própria natureza. Sendo a família a célula social, é aí que se devem concentrar todas as atenções e nesse caso, sem qualquer influência direta do Estado, cabendo unicamente aos pais a educação por valores morais de seus filhos. Dependerá dessa formação o sucesso dessa sociedade. Não cabendo em nosso povo o conceito da educação pelo Estado, será dos pais na intimidade da família essa responsabilidade. Não havendo estrutura familiar com formação moral prévia consolidada, em todos os níveis sociais, tal tarefa não poderá ser executada ou mesmo sequer reconhecida. Quer se dizer com isso que é do modelo e valores atuais das famílias que resulta o mau funcionamento da sociedade e que depende somente dessas famílias sua mudança. Começar...