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A transição do trabalho assalariado

Nota-se nas economias mais avançadas uma alteração das condições do trabalho assalariado. A figura do emprego ou o contrato de trabalho baseado em legislação que assegura direitos e segurança está a modificar-se. Seja a própria lei ou as diferentes demandas consoante o nível de qualificação do trabalhador, o que está a mudar rapidamente é o sentido que faz trabalhar empregado em troca de um salário.

A noção do trabalho assalariado está a mudar na medida em que o homem da atualidade se vê como um ser social, ou seja, como um indivíduo parte integrante de um grupo social. O sentimento que tem da passagem do tempo e da história humana, das mudanças de valores e condição social evolui, e dessa forma, também progride o seu conceito do seu valor e seu papel na sociedade.

Desde a sedentarização e do acúmulo de riqueza no clã, até aos dias que correm, passando pela formatação do pensamento religioso, o homem deixou o seu papel original de integrante igualitário de um clã, conviveu com a prática da escravatura, passou a pertencer a classes sociais, especializou-se na cadeia produtiva até a condição eticamente aceita de se trocar o trabalho por pagamento.

A condição do emprego, ao mesmo tempo, justa como negócio e socialmente estabilizadora, tem sido aceita como natural e desejada, aliada às benesses sociais que as economias e seus governos garantem. O agravamento do acúmulo da riqueza simultaneamente às crises economicas favorecem a reflexão do conceito do trabalho buscando-se por um lado benefícios e garantias legais e por outro na conceituação e prática de um outro modelo do trabalho.

Como houve época em que o indivíduo achava normal nascer e trabalhar a vida inteira para o seu senhor, ou dedicar toda sua vida de trabalho a um mesmo empregador, começa-se a questionar o valor e real benefício dessa inevitabilidade.

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