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A discussão partidária no Brasil nunca foi ideológica.
O Patrimonialismo português que herdamos não democratiza. Nunca tivemos governos de esquerda e o que se viu nos anos petistas foi simplesmente a consolidação do nosso arraigado corporativismo público remanescente do Império.
A eleição de um novo governo conservador e com discurso liberal arremeda agora uma tentativa de rutura, talvez mais de costumes que liberal na economia.
A sociedade despolitizada não exerce pressão nesse momento crítico de mudança, a não ser pelo fanatismo militante sem qualquer conhecimento crítico do que realmente está em jogo.
Uma pequena parcela da mídia e a maioria dos empresários não podem deixar escapar essa oportunidade, lutando contra tudo e contra todos.
Quem sabe finalmente o Liberalismo não chega de carona na revolta contra a corrupção?  

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Um caso hipotético. Um empresário no setor financeiro, reeleito governador, foi beneficiado por ter sua empresa sido autorizada a abrir um novo tipo de linha de crédito, derivado da aprovação de lei editada pelo Executivo. Seria ético o empresário prestar apoio político a esse Executivo? Não deveria haver nenhum benefício por iniciativas políticas a quem ocupa cargos públicos? Deveria quem ocupasse cargo público abandonar totalmente qualquer atividade empresarial? Ser empresário e político ao mesmo tempo pode ser compatível? Seria assim também em outros países? Apesar da lei autorizar, seria ético? Não permitir retiraria o direito de alguém empreender? Deveria haver um recesso durante e após o mandato como nos casos de cargos públicos que passam ao setor privado? 
A natureza humana é conservadora. O percurso etário é uma prova disso. Como fonte filosófica de vida baseada em valores e costumes, o Conservadorismo está a montante da política e das ideologias que desembocam na economia do nosso dia-a-dia. O primitivo senso de liberdade e iniciativa do homem determinou seu modelo ideológico original de conduta política, denominado mais tarde, Direita. De suas também naturais inconformidade e contestação, resultou a necessidade de mudar, e com ela, um novo tipo de pensamento ideológico mais reformador, por vezes revolucionário, que priorizava o interesse da maioria coletiva em detrimento do protagonismo individualista da Direita; a Esquerda. Ambos pensamentos, apesar de antagônicos, coexistentes e não excludentes no indivíduo, fazem parte da sua integralidade e da necessidade de integração com os demais. Ao mesmo tempo sua independência e interdependência. A exploração política mesquinha subverteu essa dualidade natural e benéfica, criando uma cisão f...
Uma bica sff (se faz favor) Ainda comentando o pitoresco lusitano, é impossível não falar de certos hábitos que não deixam de espantar o incauto visitante brasileiro. O pessoal aqui respeita mesmo o sinal vermelho. Se tá amarelo, freia (dizem trava) porque o que vai na frente vai parar mesmo que seja de madrugada e não haja viva alma na rua. Na primeira vez que saí do hotel quando cheguei, fui caminhar até um restaurante. Parei numa esquina para um carro entrar na rua e o motorista parou. Fiquei o olhando, achando que estava fazendo alguma coisa errada ou estava fantasiado de brasileiro. O motorista fez sinal com a mão para eu passar e foi aí que percebi que o peão, como chamam o pedestre aqui, para mesmo o trânsito ao atravessar a passadeira (a faixa). Sorri e atravessei a rua todo ancho. Qualquer restaurante, mesmo uma tasca (botequim que serve comida) é impecável! O banheiro está sempre limpo e as mesas estão postas com todos os copos. Se não pedir vinho; um pecado aqui, ti...