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A discussão partidária no Brasil nunca foi ideológica.
O Patrimonialismo português que herdamos não democratiza. Nunca tivemos governos de esquerda e o que se viu nos anos petistas foi simplesmente a consolidação do nosso arraigado corporativismo público remanescente do Império.
A eleição de um novo governo conservador e com discurso liberal arremeda agora uma tentativa de rutura, talvez mais de costumes que liberal na economia.
A sociedade despolitizada não exerce pressão nesse momento crítico de mudança, a não ser pelo fanatismo militante sem qualquer conhecimento crítico do que realmente está em jogo.
Uma pequena parcela da mídia e a maioria dos empresários não podem deixar escapar essa oportunidade, lutando contra tudo e contra todos.
Quem sabe finalmente o Liberalismo não chega de carona na revolta contra a corrupção?  

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Com um OE comprometido com salários e pensões não há dinheiro para o investimento; espaço para a iniciativa privada. Muito mais que a conhecida redução de impostos, deve ser com concessões e privatizações que a Economia pode crescer. Ultrapassar os tabus, garantir seu papel social, regular e deixar o Capital fazer o seu trabalho. 
O Bolsonarismo foi uma válvula de escape para o Conservadorismo brasileiro. Desperdiçou-se a oportunidade de um centro-direita governar e acertar as contas para gerar crescimento. As difíceis condições do país, agravadas pelo panorama internacional, não serão revertidas com o retorno da esquerda, pelo contrário irão deteriorar-se. A reaparecimento da direita é definitivo. Será vital surgir uma corrente mais moderada que esvazie o furor populista e livre o país de uma radicalização desgastante ainda maior.  
Se a política não é a causa do problema social mas sim consequência, podemos concluir então que a verdadeira causa está em nós. Os aspectos culturais de um povo definem sua organização social e como consequência seu modelo político, justo ou não, consoante sua própria natureza. Sendo a família a célula social, é aí que se devem concentrar todas as atenções e nesse caso, sem qualquer influência direta do Estado, cabendo unicamente aos pais a educação por valores morais de seus filhos. Dependerá dessa formação o sucesso dessa sociedade. Não cabendo em nosso povo o conceito da educação pelo Estado, será dos pais na intimidade da família essa responsabilidade. Não havendo estrutura familiar com formação moral prévia consolidada, em todos os níveis sociais, tal tarefa não poderá ser executada ou mesmo sequer reconhecida. Quer se dizer com isso que é do modelo e valores atuais das famílias que resulta o mau funcionamento da sociedade e que depende somente dessas famílias sua mudança. Começar...