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A decisão em quem votar pode recair em alguém que direta ou indiretamente possa trazer algum beneficio pessoal ou em outro que se espera possa beneficiar a todos. Em ambos os casos não há de fato nenhum interesse ou esperança naquilo que poderia resultar. De uma forma geral não se conhece minimamente o candidato e muito menos se lhe pode confiar. O voto é dado sem qualquer garantia de retorno e nunca é cobrado. Fixam-se os nomes mais sonantes para os primeiros cargos do Executivo e sequer são citados os que se votam para o Legislativo. Há um total descompromisso de ambas as partes com o mandato que vai servir apenas para desperdiçar muito dinheiro público com os absurdos privilégios legais e os fabulosos desvios da corrupção. O eleito está imune de qualquer investigação ou processo por má conduta e o eleitor além de não o controlar, também não cobra nem o pode substituir.
O Legislativo Municipal é o mais desconhecido quando deveria pela proximidade ser o vereador o mais conhecido. No nosso sistema federativo organizado de cima para baixo e centralizador de verbas, o município é um verdadeiro buraco negro de recursos protegido pelo anonimato dos cargos.
O voto distrital que expõe o candidato daquela região e o Recall que possibilita sua substituição são as duas medidas que podem inverter completamente o atual quadro de desresponsabilização e desgoverno. 

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